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Buziana conquista etapa e pode garantir vaga nas triagens da WSL

Atualizado: 12 de Ago de 2019


Gabi no Macaé Surf Pro. Foto: Divulgação

Conversando com alguns surfistas dos anos 80 e 90 a principal frase era “mulher surfa de bodyboard e homem de prancha”. Passaram-se os anos e esse cenário mudou, com as mulheres dominando todo e qualquer tipo de esporte, incluindo o surf. A Gabi Teixeira, atleta profissional de Búzios, é a prova da perseverança e luta pelo o seu espaço. Teixeira se sagrou campeã do Macaé Surf Pro, disputada na segunda quinzena de julho. Ela agora treina para conquistar a próxima etapa e ser a primeira do ranking estadual, conseguindo uma vaga nas triagens da WSL. A surfista contou, com exclusividade ao Blog Cutback sobre seus próximos passos e o preconceito com as mulheres no esporte. Confira!

Cutback: Nós vemos em outros esportes, principalmente no futebol, muitas histórias de preconceito contra as mulheres. No surf existe preconceito? Ou as mulheres são melhores recebidas?

Gabi: Temos preconceito no surf, sim, como em outros esportes. A nossa remuneração não [é] como a do masculino, nas mídias não temos o mesmo espaço. A oportunidade de ter patrocínio também não é a mesma. Continuaremos lutando para mostrar o nosso valor.

Cutback: Qual maior obstáculo como mulher no esporte?

Gabi: O nosso maior ou um dos maiores é ser reconhecida como surfista, não como um rosto bonito de revista. Podemos surfar de bermuda ou biquíni e da mesma forma sermos julgadas pelo nosso surf.


Cutback: Qual surfista te inspirou e te inspira?

Gabi: São muitas. A maior delas é a Silvana Lima, pela sua força, carisma e dedicação .

Cutback: O que diria para outras meninas que querem seguir carreira?

Gabi: Acreditem no seu sonho, estudem, se preparem tecnicamente, tenham fé. Coloquem toda a sua energia e força no que acredita e com ajuda de Deus vai acontecer.

Cutback: Quais os planos agora, pós-título do Macaé Surf Pro (depois de comemorar rs)?

Gabi: Meus planos são continuar treinando forte para a última etapa e se possível, com ajuda do meu amado Senhor Jesus, ser campeã do ranking e ganhar a vaga para as triagens do WSL em Saquarema. E assim realizar o sonho de participar de um evento do mundial.

Cutback: O que a Região dos Lagos e o Brasil precisam melhorar para oferecer um meio de surf de qualidade?

Gabi: Nossa Região dos Lagos e Brasil precisam ver quantos talentos – homem e mulher – de caráter se tornam através do esporte, seja qual for.

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