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Especial Dia dos Pais: surf também é tradição de pai para filho


Artur aprimorando o seu surf e Malabi observando. Foto: Divulgação

Em diversos esportes, é comum os ensinamentos serem passados de pai para filho. No surf não é diferente e temos exemplos de sucesso, como o do top da WT Felipe Toledo, filho do tricampeão brasileiro Ricardo Toledo. Na Região dos Lagos, mais precisamente em Cabo Frio, o Alexis “Malabi” - vice-campeão estadual de longboard da FESERJ, em 2004 - está passando tudo que sabe para o seu filho de 6 anos, Artur.

Malabi, como é conhecido, surfa há 31 anos e está levando o Artur para o mesmo caminho. Além de pegar as ondas, Artur já competiu aos 2 anos de idade em uma competição de skate street na cidade, sendo o competidor mais jovem da história da Federação de Skateboard do Estado do Rio de Janeiro (Faserj). Com o dia dos pais chegando, o Blog Cutback entrevistou essa dupla que vem se destacando pelo companheirismo, amor e lealdade. Malabi revela ao blog tudo que sente ao ver o seu filho nas ondas. Confira!

Cutback: Como o esporte ajuda na relação dos dois?

Malabi: São diversos os fatores que ajudam na relação tendo o esporte como base, sobretudo a convivência fora do mundo tecnológico e a relação de confiança. No todo é uma troca muito bacana de pai pra filho, um legado para ambos. Aprendo muito com ele também.

Cutback: O que você sente quando surfa com seu filho?

Malabi: É difícil explicar, é um misto de sentimentos bons. Uma realização pessoal ver ele tomando gosto pelo esporte que mais amo e vê-lo evoluir com isso, não só no quesito surf, mas no contexto. Com o esporte ele está aprendendo a respeitar os limites, ser cordial com os outros, compreender a necessidade de criar um bom ambiente ao redor, cuidar das pessoas que o cercam, em especial os banhistas em situação de risco, ensino muito a ele ter esse zelo com o próximo. Para quem é pai, essa é a essência do processo de criação.

Cutback: Quais são os planos para vocês dois no esporte?

Malabi: Eu torço para que ele tenha no esporte o mesmo propósito que o meu, a regra é simples, o melhor surfista (atleta) é o que mais se diverte. Seja em um ambiente competitivo ou de free surf. Se seguir os meus passos, vai ficar no free surf.


Artur aos 4 anos com seu pai. Foto: Janaína Garcia

Cutback: Quando vocês começaram a surfar juntos?

Malabi: Eu surfo faz 31 anos e desde que ele nasceu eu já tinha como meta aproximá-lo do esporte. Quando ele tinha 2 anos eu comprei uma prancha, mesmo sabendo que seria usada apenas para que ele tivesse aquele objeto como familiar. Eu o levava na beira, o colocava na prancha e dava ali as primeiras orientações. Depois ele ganhou outra prancha de um amigo, aos 4 anos, que teve o mesmo propósito, mas dessa vez com ele já deitado nela dentro d'água. Inicialmente ele criou resistência ao esporte até que um dia eu saí e surfei o dia inteiro. No dia seguinte ele me pediu para levá-lo pra surfar, desde então, não parou mais. Isso, com a idade atual, aos seis anos. Na prática mesmo, começamos a surfar esse ano.

Cutback: Qual foi a melhor onda que surfaram juntos?

Malabi: Na verdade só tivemos a oportunidade de surfarmos juntos um único dia e foi indescritível. É a melhor sensação do mundo. Tem o vídeo lá no perfil dele no Instagram.

Cutback: Quando Artur decidiu que queria surfar?

Malabi: Então, como dito, foi depois que passei um dia inteiro surfando. Ele pedia para a mãe ir com ele até a beira para que algum amigo ou bombeiro pudesse me chamar, que eu estava demorando, coitado. Esse foi o dia D...

Cutback: Mesmo com pouca idade, ele quer seguir no esporte?

Malabi: Segundo ele diz, sim. Às vezes fico com receio dele desanimar por eu ser rigoroso quanto as regras de segurança e, de certa forma, acabo sendo ríspido em situações que ele fica com medo. Aí eu lembro que ele é uma criança de apenas 6 anos e precisa justamente do meu abraço, mais do que uma opinião sobre uma regra qualquer. E assim vamos compartilhando bons momentos. Ele está ansioso para a chegada da prancha nova, shapeada pelo nosso amigo e shaper da família, Halley Barbosa. Isso é um sinal de que ele está gostando. Que o surf seja uma constante na vida dele, pois traz muita paz, bons amigos e aprendizados pra vida toda.

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