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Fotógrafa se destaca registrando mares clássicos na Região dos Lagos


Letícia no seu trabalho/lazer. Foto: Divulgação

Nos últimos anos as mulheres vêm se destacando em todas as profissões e carreiras. O surf sempre foi um local machista e as minas vêm mudando isso com muita maestria. No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher e o Blog Cutback conversou com a Letícia Araújo, que é surfista e fotógrafa profissional de surf.


A Letícia é a fundadora do The Sea Photography, empresa de fotografiaonde ela expõe a sua arte com imagens incríveis de mares clássicos na Região dos Lagos e Rio de Janeiro. Além de mandar bem nas fotos, ela também surfa e, de acordo com a própria, as vezes fica difícil decidir se vai surfar ou fotografar.


Ao Cutback, a fotógrafa conta da sua paixão pelo surf, da sua paixão pelas fotos e muito mais. Confira! Cutback: Da aonde veio a sua paixão pela fotografia? Letícia: Quando comecei a olhar o mundo com um olhar mais observador e através disso valorizando cada momento e registrando. Se tornou um ciclo vicioso. Cada momento que vivo eu amo registrar para poder sempre relembrar. Por isso que meu lema é “ Eternizando momentos “.

Cutback: Quando você começou a fotografar surfe? Letícia: Comecei a fotografar surf quando conheci o meu namorado Fabiano Passos. Ele me ensinou a fotografar o surf, lógico que só fui aperfeiçoando com muito tempo. Quando comecei era iniciante no surf então não tinha muita visão, isso conta bastante.

Letícia em um dia de surf. Foto: The Sea

Cutback: O surfe a motivou a fotografar ou foi o inverso? Letícia: O surf me motivou a fotografar sem dúvida. Escolhi essa profissão para poder estar em contato com o mar. Além de surfar poder registrar a galera também.

Cutback: Você também surfa, o que ajuda bastante nos momentos das fotos. Qual foi a maior dificuldade no início do surfe e da fotografia? Letícia: Como disse anteriormente, no início da fotografia eu não tinha muita visão para esperar o momento perfeito do click ( quando o surfista manobra) então me atrapalhava um pouco. Mas com o tempo, vendo bastante o surf e praticando bastante consegui aperfeiçoar isso e claramente fez muita diferença. A maior dificuldade hoje em dia sabe qual é? Quando o mar está clássico e ficar na dúvida entre fotografar e surfar [risos].

Cutback: Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher no meio do surfe?

Registro da Letícia no momento da manobra. Foto: The Sea

Letícia: Eu nunca sofri não graças a Deus. E mesmo se rolasse alguma coisa do tipo eu não ligo não. Sinto orgulho de ser mulher e estar representando tanto no surf quanto nos registros!

Cutback: Na sua opinião, o que falta para os talentos locais femininos irem para frente? Letícia: Acho que falta ter mais visibilidade, e também oportunidade.

Cutback: Que dica você daria para uma menina que esteja começando, seja no surfe ou na fotografia? Letícia: A dica que eu dou é simples : Supere seus medos e viva seus sonhos, a vida é única e passa bem rápido. Faça o que tiver vontade e o que seu coração mandar.

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