Lara Rocha: mais um talento descoberto

Mais um nome revelado por Thalyson Lopes.


Cabo Frio é uma máquina de revelar talentos e mais um está surgindo no meio do surfe. Lara Rocha, 17 anos, está aparecendo como uma joia local. Vendo seu irmão surfar, a atleta começou a se interessar pelo surfe ainda criancinha. “Então, o que me motivou a surfar foi meu irmão. Na adolescência dele, ele surfava. Hoje ele tem 30 anos e eu tenho 17. Na época, eu era pequena e ele me botava em cima da prancha, eu ficava em pé, surfava”, revela Lara.

Vendo o irmão surfar e querendo cada vez mais, sua referência lhe deu a prancha e o pai deles começou a leva-la para surfar. Daí foram os primeiros passos dela sozinha no mar, remando e evoluindo, mesmo com um equipamento que não era idal. “Ele [irmão] me deu a prancha dele e comecei a ir com meu pai, surfar sozinha, mesmo sem ninguém pra me orientar. Eu gostava mesmo de surfar e ia, mas no começo, como a prancha dele é difícil e eu não conseguia ficar de pé, fui treinando com meu pai”, disse.

Dia de treino na Praia do Forte. Foto: Thaís Lourenço

Mas o surfe nem sempre foi uma constante na vida da surfista. Ela parava, voltava, parava de novo e voltava de novo. “Às vezes eu parava por uns anos e depois voltava a surfar. Aprendi a ficar em pé, depois a remar, depois furar onda... Então foi isso, aprendi sozinha, praticando”.

Sem perceber, Lara virou destaque no esporte em uma colônia de férias, que nem era focada no surfe, mas ela usava o tempo no local para a prática. “Entrei em uma colônia de férias, só que não era muito focada no surfe, mas consegui me destacar. Tanto que no final do ano, o professor me deu uma prancha porque via talento em mim. Teve um lance muito legal: teve um menino que me viu surfar nessa colônia de férias e ele achou tão legal que quis até tirar foto comigo”, fala.

Mesmo na marola o treino não para. Foto: Divulgação

A observação a levou para um nível acima. Humilde, Lara entendeu - na visão dela - que não tinha talento e isso ajudou na sua evolução esportiva. "Nessa questão de ter meu próprio talento para o surf, eu confesso que via outras pessoas surfando e falava 'não, eu não tenho talento, sou iniciante, estou aprendendo'. Mas aí fui me desenvolvendo, teve uma hora que consegui dropar uma onda e pensei: 'nossa, estou evoluindo'.", revelou.


A Lara está treinando com o coach Thalyson Lopes, que revelou outros nomes do surfe local - como Vitor Gabriel, top10 do circuito carioca da Feserj. Juntos, estão fazendo um trabalho de aperfeiçoamento em várias frentes. "Eu não ia muito para a praia. Agora que estou voltando e desenvolvendo com a Master Surf [Thalyson] e foi ele que viu meu talento, mais do que eu. Eu surfava mesmo só por lazer, por diversão, porque é meu esporte preferido. Apesar das pessoas verem em mim talento, o professor da colônia de férias e agora o Master Surf, agora que estou vendo que realmente tenho talento. Foi muito esforço para as pessoas verem isso em mim. Tive que me esforçar muito", afirmou.


AS MULHERES DOMINANDO A CENA

"Então, realmente as mulheres estão dominando muito. Tenho muitas amigas que estão querendo aprender a surfar. Vejo mais meninas do que meninos, pelo menos ao meu redor. Eu tenho uma surfista que gosto muito, que é a Tatiana Weston-Webb, que é a minha inspiração de surf feminino".

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